As suspeitas confirmaram-se. O Primeiro de Janeiro regressou hoje às bancas, conforme noticia o PORTUGAL DIÁRIO. A situação é, no mínimo, escandalosa, revoltante, nojenta… O mesmo empresário que despediu 30 jornalistas e fechou uma empresa, faz o “Janeiro” regressar às bancas feito pela redacção e direcção de outro jornal – Norte Desportivo.
Conforme está à vista, a directora d’O Primeiro de Janeiro, Nassalete Miranda, sabia do que falava quando titulava o Editorial com um “Até para a semana”, ao mesmo tempo que escrevia sobre a decisão de suspender a publicação do jornal durante o mês de Agosto.
Os 30 jornalistas ilegalmente despedidos debatem-se, agora, com a ausência de indemnizações e com salários e subsídios de férias por receber. E ainda com a porta da sua redacção fechada, obrigando-os a permanecer na Rua de Coelho Neto para não faltarem ao seu trabalho.
A falta de respeito por estes profissionais é escandalosa e as ilegalidades cometidas devem ser severamente punidas. Ou então este país bateu realmente no fundo e transformou-se na república das bananas.
Eu proponho que a população do Porto se junte a estes profissionais e se solidarize com eles na Rua de Coelho Neto. É preciso que não deixemos esta situação passar incólume. É preciso que a Comunicação Social não deixe passar este caso em claro, pois é a dignidade da própria Comunicação Social que está em causa.
É preciso que a própria Comissão da Carteira Profissionais dos Jornalistas avalie se não há violação do Código Deontológico por parte do suposto novo director d’O Primeiro de Janeiro e do empresário que é proprietário do jornal (ele tem carteira profissional…).
É fundamental que o Sindicato dos Jornalistas não se cale perante este escândalo. E que o Governo tenha uma palavra a dizer.
É importante que TODOS os que receberam o Prémio Manuel Pinto de Azevedo Jr. das mãos do empresário proprietário d’O Primeiro de Janeiro devolvam o mesmo, em protesto contra a forma indigna como este está a tratar um dos mais importantes títulos da Imprensa nacional.
Há alguns dias escrevi AQUI como a profissão de Jornalista caiu numa situação degradante. Hoje, mais do que nunca, temos que lutar contra isto.