Os dias vão-se passando e as atrocidades cometidas n’O Primeiro de Janeiro vão ficando no esquecimento. Acham que não? Então tomem lá factos:
As três dezenas de trabalhadores ilegalmente despedidos continuam sem receber salários em atraso, nem indemnizações.
O monte de papel que já foi um jornal continua a sair para as bancas, escrito por jornalistas d’O Norte Desportivo que – constou-me – também ainda não terão recebido os salários de Julho…
A SIC Notícias vai citando o PJ, todas as noites, na revista de imprensa, como se nada estivesse a acontecer, pactuando com a ilegalidade e a ofensa à dignidade do Jornalismo e da Imprensa nacional.
A ERC, o Governo, a Inspecção do Trabalho fecharam para férias e, pelos vistos, estão a borrifar-se para o caso.
O Sindicato dos Jornalistas remeteu-se ao silêncio e vai deixando o caso cair no esquecimento.
A ex-directora, Nassalete Miranda, continua sem tomar posição, provavelmente gozando o descanso da guerreira lá para os lados de Esmoriz.
O patrão, que tem a empresa em nome da irmã e de outras duas marionetas, vai dando entrevistas aos jornais a falar dos acordos entre a sua Oliveirense e o FC Porto que deviam ter feito chegar jogadores azuis e brancos, mas eles nunca mais chegam…
Moral da história: este país é mesmo uma merda! Aqui o crime compensa…
(PS: pela primeira vez utilizo um palavrão neste blogue, mas a língua portuguesa não tem outra palavra que possa classificar o pedaço de bosta em que se transformou esta terra à beira mar plantada. Sinceramente já vai estando na altura de puxar o autoclismo)