Publicado por pbessa em Setembro 1, 2008

Foto da autoria de Egídio Santos, de um conjunto disponível no blog
dias de um fotógrafo. Joaquim Castro Caldas na inesquecível cave do Pinguim Café, em Outubro de 1990, no Porto.
Já agora, seria interessante a TSF repor os apontamentos de poesia de Castro Caldas, que foram para o ar por alturas da Expo’98, salvo erro…
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Publicado por pbessa em Setembro 1, 2008

Comecei hoje o dia a ler, no PÚBLICO, a notícia da morte de Joaquim Castro Caldas. Fiquei triste. Vieram-me à memória as inesquecíveis noites de segunda-feira, durante anos a fio, na cave granítica do Pinguim. Confesso que sempre preferi a prosa à poesia, mas aquelas noites com o Joaquim eram, simplesmente, mágicas. O Joaquim era louco, insatisfeito, por vezes agressivo. Mas, tinha a alma que faz dos homens geniais. E ele era genial.
Pelo que dele conheci, acho que o Joaquim há-de estar, neste momento, a repetir as palavras de Mário de Sá-Carneiro:
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
Um abraço, Joaquim!
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