Já lá vão quase 20 anos. Era eu um simples colaborador na delegação do Porto do Correio da Manhã quando um antigo médico da Selecção Nacional de futebol me processou na sequência de declarações, em entrevista, do então treinador do Boavista, Manuel José.
Foi então que conheci Vítor Direito, na época director do jornal. Não esqueço. Eu, um simples colaborador, fui de avião a Lisboa, em viagem paga pelo jornal, para ser ouvido em tribunal. À porta do gabinete da juíza, ali estava Vítor Direito. Amável, educado, disse-me para não me preocupar. Qualquer coisa que acontecesse, o jornal estava ali para me apoiar.
Pouco mais me disse, mas as suas palavras representaram um grande alívio para este, na altura, jovem jornalista. Colaborador a recibos verdes, pago à peça…
O processo foi arquivado por desistência da acusação. Nunca mais voltei a cruzar-me com Vítor Direito, nem foi preciso regressar a Lisboa. Mas, não esqueci o gesto da empresa e do seu director/fundador. E, sobretudo, o respeito que demonstrou por um jovem jornalista. Afinal, um dos seus…
Hoje, li a notícia da morte de Vítor Direito. E recordei este episódio. Outros tempos, sem dúvida…
Um abraço, Director!