Hotel das Ideias

Ambiente acolhedor para reflectir…

Archive for Julho, 2008

E o Norte Desportivo?

Posted by pbessa em Julho 31, 2008

E o que vai acontecer à redacção do jornal Norte Desportivo? Convém não esquecer que estamos a falar da eventual suspensão – ou encerramento – não de uma, mas de duas redacções da cidade do Porto…

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Suspensão d’O Primeiro de Janeiro já é pública

Posted by pbessa em Julho 31, 2008

A notícia da suspensão d’O Primeiro de Janeiro já é pública. Nassalete Miranda, directora do diário portuense, afirma que o jornal não será publicado em Agosto para “modernização em termos gráficos e de conteúdo”. A medida é, no mínimo, original. Mas, quero confiar que seja só por isso…

A notícia pode ser lida aqui:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337219

http://diario.iol.pt/sociedade/o-primeiro-de-janeiro/977311-4071.html

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O Primeiro de Janeiro suspende publicação

Posted by pbessa em Julho 31, 2008

A publicação do jornal O Primeiro de Janeiro está suspensa. Dizem-me que amanhã sairá o último número. Desconheço se isto significa o fim de mais um jornal centenário na cidade do Porto. Comenta-se que poderá regressar em Setembro. Desconheço, também, qual será o futuro dos seus trabalhadores. 

Um dia depois de passarem três anos do encerramento d’O Comércio do Porto esta é a pior notícia que podia surgir. Para a cidade, para a região, para os profissionais, para a liberdade de imprensa. Quando escrevia ontem que ninguém aprendeu a lição com o fecho do Comércio, aí está a prova.

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Morreu McMillan

Posted by pbessa em Julho 30, 2008

Acabo de ler um post que o jornalista Luís Castro, da RTP, colocou ontem no blog dele. O Luís acabara de receber a notícia da morte de um jovem soldado norte-americano com quem fez amizade em reportagem no Iraque. McMillan, assim se chamava o jovem, morreu numa explosão. E deixou por cumprir um sonho sobre o qual Luís Castro havia escrito. Tomo a liberdade de reproduzir, aqui, esse texto, retirado do blog:

“McMillan, de vinte e dois anos, confidenciou-me no meio de Sadr City que foi ao Iraque ganhar dinheiro para pagar os estudos da mulher e para também ele poder acabar o curso de medicina quando voltar ao Arkansas. Ele e os outros não querem saber de política, apenas que lhes confiaram uma missão e que a querem levar até ao fim. O paramédico, após sentir alguns projécteis passarem-lhe por cima da cabeça, desabafa: “Ainda faltam onze meses, mas quando isto acabar terei poupado trinta e cinco mil dólares.” McMillan ganha mais cinco mil dólares (4 mil euros por mês) por ter vindo para o Iraque. Se não fosse casado receberia pouco mais de metade”. 

A guerra, de uma maneira geral, é uma estupidez. E o drama prossegue no preciso momento em que escrevo estas linhas. Desculpa os homens, McMillan!

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Faz hoje três anos (3)

Posted by pbessa em Julho 30, 2008

Faz hoje três anos que saiu para a rua o último número do jornal O Comércio do Porto. As duas últimas edições reuniram uma série de testemunhos, de diversas personalidades da cidade, sobre o fim do CP. Três anos depois, aqui ficam algumas das frases que, por motivos vários, merecem ser recordadas, com especial destaque para a primeira…: 

“A perda de um título tão digno como este é, no mínimo, trágica. Vamos ver o que nos espera, numa cidade que teima em não perceber como a sua especificidade sobrevive à brutalidade universal dos grandes grupos. À atenção que o COMÉRCIO deu à cultura, seria exemplar que outras redacções o tivessem lido”, Ricardo Pais (director do teatro Nacional S. João)

 “O jornalismo sério e honesto incomoda muita gente”, Pinto da Costa (presidente do FC Porto)

 “Uma história muito grande para que possa morrer”, Coutinho Ribeiro (advogado e ex-jornalista)

 “É um acto criminoso deixar este jornal desaparecer”, João Teixeira Lopes (candidato do Bloco de esquerda à CM Porto)

 “Estamos perante a perda de uma referência do Porto”, Rui Sá (vereador da CM Porto e candidato da CDU à mesma autarquia)

 “Está a condenar-se a cidade ao silêncio”, Olímpio Bento (Director da FCDEF)

 “Uma machadada no Norte”, Mário Almeida (presidente da CM Vila do Conde)

 “Não acredito que o Norte permita que encerre”, Bragança Fernandes (presidente da CM Maia)

 “O Comércio do Porto é uma pátria cultural, histórica, sociológica e geográfica”, Artur Portela (membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social)

 “Não percam a voz”, Rui Reininho (vocalista dos GNR)

 “Perder-se-á um arquivo de memórias do Porto”, Miguel Sousa Tavares (jornalista e escritor)

 “Perde-se um púlpito do Norte”, Rui Moreira (presidente da Associação Comercial do Porto)

 “O Comércio do Porto é uma espécie de honra da consciência nacional”, Iva Delgado (filha de Humberto delgado)

 “O Comércio não pode acabar. É um prejuízo enorme”, Paulo Valada (ex-presidente da CM Porto)

 “Vai fazer falta ao Porto porque era independente”, José Amarante (director da Faculdade de Medicina do Porto)

 “É uma perda incrível para a cidade e para a região”, Ribeiro da Silva (vice-reitor da UP)

 “É um dia de tristeza para a liberdade de imprensa”, Augusto Santos Silva (ministro dos Assuntos Parlamentares)

 “A voz de todos fica mais frágil e parte da cidadania desaparece”, Luís Humberto Marcos (director do Museu da Imprensa)

“Esta situação é um verdadeiro crime. É repugnante”, Júlio Gago (director do TEP)

“É como se morresse um amigo ou uma pessoa da família”, Óscar Branco (actor)

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Faz hoje três anos (2)

Posted by pbessa em Julho 30, 2008

Faz hoje três anos que saiu para a rua o último número do jornal O Comércio do Porto. Três anos passados voltei a olhar para a derradeira edição e recordei o texto que escrevi, dedicado a todos aqueles que passaram parte da sua vida a ler o “seu” jornal. Hoje, três anos depois, aqui fica o texto por mim escrito com as lágrimas a percorrerem-me o rosto:

 “Foi por si, amigo! 

Este pequeno texto que me pediram para lhe escrever, amigo leitor, é aquele que, acredite, mais me custou até hoje, em 16 anos de jornalismo. O vendaval de acontecimentos desta última semana e, sobretudo, desta sexta-feira, em que o mundo inteiro pareceu desabar sobre O Comércio do Porto, criam em mim uma tempestade de emoções, daquelas que são difíceis de traduzir para o papel, mesmo para quem faz da escrita a sua vida. Impossível de descrever aquilo que sinto neste dia difícil, prefiro falar de si. Embora não o conheça, trato-o por amigo porque sei que, durante todos estes anos, esteve aí, desse lado, atento ao meu trabalho. Umas vezes terá gostado do que leu. Outras nem tanto… Mas saber que esteve aí, acredite, contribuiu para a minha realização pessoal e profissional.

Infelizmente, outros valores se levantaram. E ontem, último dia de trabalho n’O Comércio do Porto, foi por si, meu amigo, que também verti lágrimas. Porque foi por si e para si que, há 150 anos, este jornal nasceu, adoptando o nome desta cidade que ajudou a construir, enquanto terra de resistência, fonte de Liberdade. Essa mesma Liberdade que hoje, último dia de publicação d’O Comércio do Porto, ficou imensamente mais pequena. Chorei hoje por si, amigo, porque sei que perdeu uma companhia. Porque sei que a sua Liberdade sofreu um golpe profundo. Porque sei que perdeu um amigo chamado O Comércio do Porto. Foi por si, amigo, que eu ajudei a fazer este jornal. E é por si que prometo continuar a lutar e a abraçar esta profissão. Até sempre, AMIGO!”

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Faz hoje três anos (1)

Posted by pbessa em Julho 30, 2008

Faz hoje três anos que saiu para a rua o último número do jornal O Comércio do Porto, fundado em 1854. Faz hoje três anos que verti lágrimas pelo que perdi e, também, por aquilo que a minha cidade e o meu país perderam. Faz hoje três anos que senti o vazio de uma redacção onde, pela primeira vez, já não era possível escrever notícias. Faz hoje três anos que o Porto fechou os olhos à morte de um filho e foi incapaz de reagir à anestesia em que tristemente vive, talvez pela primeira vez na sua história.

Faz hoje três anos e parece que já ninguém se lembra. Três anos e ninguém aprendeu a lição!…

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Portugal está louco ou… é parvo!

Posted by pbessa em Julho 29, 2008

Imagem retirada da Internet 

A Casa dos Bicos, em Lisboa, vai acolher a Fundação José Saramago. Curiosamente, ou talvez não, saiu a terreiro um coro de vozes críticas, condenando a “oferta” da Câmara de Lisboa ao nosso Nobel da Literatura. 

Pergunto eu: será que isto só acontece porque José Saramago, o único Nobel da Literatura português, é assumidamente comunista?

Pergunto ainda: por que razão o mesmo coro de vozes não se ergueu (nem se ergue) contra a escandalosa “oferta” do Centro Cultural de Belém, pago com os impostos de todos nós, ao multimilionário Joe Berardo?

Às vezes parece-me que este país ou está louco ou, pura e simplesmente, é parvo! E começo a acreditar que é mais a segunda hipótese…

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O Portugal de Paulo Portas

Posted by pbessa em Julho 28, 2008

Foto: Gonçalo Lobo Pinheiro (imagem retirada da internet)

 

Há quem defenda que, hoje em dia, já não se pode falar em ideologias políticas. E que deixou de haver direita e esquerda. Pois, felizmente, parece-me que ainda não chegamos a esse ponto, embora essa coisa estranha chamada “centro” seja, de facto, um terreno muito confortável para quem gosta de colher votos no céu e no inferno…

Vem isto a propósito da anunciada vontade de Paulo Portas, noticiada pelo SOL, solicitar uma investigação de fundo sobre o funcionamento do rendimento social de inserção (ou “rendimento mínimo”). Seleccionei algumas das frases do líder do CDS/PP elucidativas sobre os motivos que o levam a desconfiar do RSI:

 

“Há um Portugal que trabalha no duro e há outro Portugal em idade de trabalhar que vive à conta do Estado”

[A proposta é] “em defesa do Portugal que trabalha, que luta diariamente para conseguir cumprir o seu orçamento, que paga os seus impostos e cumpre com as suas obrigações”

“O Portugal que trabalha vê ao lado pessoas em idade de trabalhar receberem benefícios do Estado e que fazem pouco esforço para conseguir melhorar a sua própria situação”

 

Estas três afirmações de Paulo Portas demonstram, claramente, aquilo que distingue a direita da esquerda:

1º O líder do CDS/PP não é capaz de imaginar que vive num Portugal onde as portas do emprego se fecham aos jovens “com idade de trabalhar”. E que um Estado de bem deve ser socialmente solidário, sobretudo quando esse Estado tem responsabilidades no cartório…

2º Paulo Portas parece culpar os beneficiários do RSI por todos os males deste país (vá lá, desta vez não são os imigrantes…), esquecendo que quem trabalha e paga impostos é prejudicado, sobretudo, por quem foge aos impostos, apesar de ganhar milhões. Refiro-me, por exemplo, a milhares de empresários e a milhares de Portugueses que apresentam dois tipos de orçamento (“x” sem recibo, “y” com recibo…). Alguns até são vedetas do espectáculo, porventura amigos da farra “socialite” em que se move Paulo Portas!

3º Paulo Portas esquece que as oportunidades são necessárias para que, muitas vezes, se consiga melhorar a situação. Se Portugal não oferece oportunidades, pouco mais resta a milhares de jovens (e não só) portugueses que viver de biscates e da solidariedade do Estado. 

Não pensar nestes “pormenores” é típico da direita e é isso que a distingue da esquerda. São, entre outras características, conceitos de solidariedade social que distanciam estas duas visões do mundo. Não basta ir à feira e dar duas de letra com quem por lá passa ou trabalha. É preciso ir a casa das pessoas, conhecer a realidade social em que se inserem. E não só em tempo de campanha eleitoral.

Pena é que Paulo Portas não peça uma investigação de fundo às regalias dos gestores das empresas públicas e, já agora, dos deputados da Assembleia da República. 

Até porque há um Portugal que trabalha no duro durante quase 40 anos para ter uma reforma miserável e há outro Portugal que ao fim de meia dúzia de anos de serviço público (leia-se deputados à Assembleia da República) tem assegurada uma choruda reforma para toda a vida.

É tudo uma questão de perspectiva, o que não implica que deixe de se fiscalizar com rigor e em permanência o funcionamento do rendimento social de inserção.

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Conheci-a hoje, no dia em que partiu…

Posted by pbessa em Julho 25, 2008

Conheci-a hoje pela manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço. Risonha, bonita, muito jovem. A sua figura contrastava com as restantes, numa página de jornal onde deveria ser “proibido” aparecer gente assim. Tão nova e, certamente, com tanto ainda para viver. Fiquei a saber que era de Leça da Palmeira, por sinal ali bem perto. Um acidente de viação roubou-lhe os sonhos. Hoje vai descer à terra e sobre ela cairão as lágrimas dos amigos e da família que, num breve anúncio de jornal, cumpriu a difícil tarefa de comunicar a partida da jovem… Não estava prevenido para aquela visão. Fiquei ali parado, por momentos, olhando-a nos olhos e questionando-me sobre tamanha injustiça. Senti-me um privilegiado por conseguir manter-me entre os vivos. Os meus olhos humedeceram e decidi, por isso, seguir viagem pelas páginas do jornal. Nunca mais a vou ver e jamais a conhecerei. Mas acho que não vou esquecer o seu sorriso…

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